terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Lições que aprendi ao publicar meu romance



Desde que meu romance foi publicado (Segunda Dose), tive diversas surpresas. Algumas boas, outras nem tanto assim.

Achei por bem compartilhar essas experiências com os leitores deste blog.

Já nos primeiros dias, fiquei literalmente comovido com o empenho de amigos e colegas de trabalho no que diz respeito à divulgação do livro. Tem gente que não faz ideia do quão é desgastante divulgar uma obra, sobretudo sem apoio de patrocinadores.

Confesso que por mais que fossem meus amigos, não esperava tanto empenho. Mesmo tendo se passado quase três meses desde a publicação, muitos deles ainda estão me ajudando na divulgação.

Para minha surpresa, pessoas que sequer mantinha contato manifestaram apoio incondicional na divulgação do livro, dando dicas, enviando e-mails e prestando as mais variadas formas de auxílio.

Se você que está lendo este texto é uma delas, receba o meu agradecimento. Seria injusto da minha parte citar nomes, já que fatalmente acabaria esquecendo alguém.

Por outro lado, a experiência de publicar o livro me lembrou o quão é fácil decepcionar-se com o próximo.

Seria hipocrisia da minha parte afirmar que não fiquei chateado com a omissão de alguns familiares e amigos, que sequer se manifestaram. Mas, para quem já viveu um pouco, sabe que essas coisas são assim mesmo. É como dizem: às vezes, as pessoas que temos mais consideração são as que mais nos magoam.

Mas voltando ao lado bom da experiência, quero dizer que todo esse processo está me fazendo crescer como pessoa.

Pode parecer pouco tempo, mas sinto-me consideravelmente diferente daquele Kelvim de dois meses atrás.

Talvez o fato de não me sentir valorizado por pessoas queridas foi o bastante para perceber que possivelmente eu fazia exatamente o mesmo com elas.

Portanto, o livro está me ajudando a ser uma pessoa melhor. Uma pessoa mais interessada no assunto dos outros.

Só por isso já valeu a pena escrevê-lo.

3 comentários:

Aline Benitez disse...

Oi Kelvin! Parabéns pelo crescimento! Fico feliz!
Beijo
Aline Benitez
http://viciodemenina.blogspot.com/

Igan Hoffman (fazendo o impossível) disse...

Querido Kelvim, eu sou pior que você, muito pior mesmo, pois teria ficado aborrecido com os que manifestam apoio depois de tempos sem que eu tivesse contato, como talvez até mesmo aconteceu comigo em relação a ti. Tens um coração muito bom... (acredito!)

Igan Hoffman
http://diariodeigan-h.blogspot.com

Dani Marreiros disse...

Escrever um livro deve ser a parte menos trabalhosa hoje em dia. A parte complicada é fazer a sua obra torna-se conhecida pelas pessoas.
Mesmo que seu livro não esteja nas prateleiras das livrarias, ou na lista de best-sellers, o mais importante é saber que as pessoas que leram, se identificaram de alguma forma com suas personagens, ou tiraram lições, ou simplesmente tiveram uma leitura prazerosa e ao invés de deixar o livro largado na prateleira, indicaram e emprestaram para um outro amigo ler. E assim formando uma corrente de leitores seletos. ^^
Só pra constar -
Nem mesmo os maiores clássicos da literatura se tornaram populares.
Ou, também tem a segunda opção, depois que o autor morre é que as pessoas prestam homenagens e reconhecem seu trabalho. (tô meio mórbida hoje, desconsidere essa ultima parte)
=)