sábado, 2 de maio de 2020

Parecia inofensiva, mas me dominou

Sempre fui um cara romântico. Sempre. E não tenho problema algum em admitir isso.

Esse lado "sonhador", sabe-se lá por que, sempre fez parte da minha personalidade.

Algo relacionado à minha criação, certamente.

Freud sempre explica.

Contudo, confesso-lhes que estava um tanto desanimado nesse aspecto da vida.

A sensação era de que havia ligado o piloto automático.

Em consequência, sentia-me meio desinteressado. Apático.

Diferentemente do que muita gente acha, encontrar a pessoa certa é mais difícil do que parece.

Não se trata de encontrar uma pessoa perfeita, que, como todos sabemos, não existe. 

Trata-se de encontrar alguém que, além de possuir qualidades admiráveis, seja capaz de virar seu mundo de cabeça para baixo.

Que faça seu olho brilhar, como já escrevi  em outras oportunidades aqui neste espaço.

Mesmo porque, se você inicia um relacionamento com alguém que não lhe proporcione isso, você certamente está se relacionando errado.

Não? 


Ocorre que, no meio dessa apatia toda, de súbito, acabei me apaixonando por uma mulher incrível.

"De olhos de águas vindas de outros oceanos".

Parafraseando Charlie, o Brown, uma mulher que parecia inofensiva, mas me dominou.

Uma história com contornos bem clássicos, convenhamos. 

Afinal, por mais paradoxal que isto soe, é consenso que só encontramos aquilo que estamos procurando quando enfim paramos de procurar.

A particularidade, no caso, reside no fato de que consegui tal proeza durante uma grave pandemia.

Quem, em sã consciência, apaixona-se em meio a uma "epidemia infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica"?

Quem?

Eu, graças a Deus.

De todo modo, terei uma ótima história para contar daqui alguns anos.

No mínimo.