segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Questão de prioridade


Dia desses, estava lendo um texto sobre a mudança de prioridades entre a nossa geração e a de nossos pais.

O texto mencionava, dentre outras coisas, que a necessidade de acumular bens materiais é coisa do passado. Agora, o objetivo é viver uma vida plena/intensa enquanto se é jovem, com o que tive que concordar.

Acredito que esse negócio de juntar dinheiro em cima de dinheiro para quem sabe num futuro nem tão próximo assim desfrutar da vida, de fato, é uma máxima que se encontra ultrapassada.

Por que fazer aquilo que gostamos quando estivermos aposentados (e sem energia) se podemos fazer agora?

Faz sentido, não?

Tenho certeza de que a vontade do meu pai, quando tinha a minha idade, não era enfiar a cara nos livros por anos a fio para passar em um concurso público, tal como ele fez.

Fez isso por necessidade, por vontade de dar um futuro melhor aos filhos, o que, é importante mencionar, conseguiu por méritos próprios.

Definitivamente, sou grato por isso. Afinal, não passamos 1/30 do trabalho que ele passou na vida.

Mas a pergunta é: qual seria a melhor forma de agradecê-lo por isso?

Repetir o padrão (leia-se: ficar estudando por anos a fio em busca de um emprego melhor) ou aproveitar que a questão financeira não é um problema como era na época dele e desfrutar da vida desde já?

Em resumo, penso que deixar para fazer aquilo que nos interessa no futuro nunca será uma boa ideia. Mesmo porque, a incerteza a ele inerente pode fazer com que nossos planos limitem-se ao papel, que, como sabemos, tudo aceita.

Não vou bancar o descolado aqui e dizer que também não me importo com um futuro financeiramente seguro e coisas do tipo. Porém, estou tentando, na medida do possível, aproximar-me mais dos ideais desta nova geração.

Viver o aqui e o agora enquanto estou aqui e agora.

De qualquer forma, no fim das contas, talvez o ideal mesmo seja o bom e velho equilíbrio. 

Mas quem disse que é fácil equilibrar-se? (pergunte a um equilibrista para ver só).

O problema é que a balança sempre acaba pendendo para um lado.

Que penda, então, para o melhor lado: para o lado que sabe desfrutar da vida.

Oremos.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Pedalando por aí...

Já faz algum tempo que me apaixonei por esportes, a ponto de me sentir doente se não me exercitar quase que diariamente.

E, nesses últimos meses, tenho me encantado cada vez mais por um esporte em particular: o ciclismo.

Diferentemente da corrida - que, via de regra, nos limita a poucos quilômetros - e da musculação - que é uma modalidade praticada indoor -, o ciclismo é um esporte que nos faz conhecer e explorar lugares.

Pode soar um tanto clichê o que eu vou dizer agora, mas o ciclismo faz com que nos sintamos vivos - aquele papo de conexão com a natureza, por incrível que pareça, faz algum sentido. 

Mas, mesmo tendo as qualidades acima, o ciclismo é considerado um esporte bastante vigoroso, na medida em que exige bastante do corpo.

E quando eu digo "bastante", eu quero dizer muito mesmo. Afinal, só quem já subiu uma serra em cima de uma bicicleta sabe do que eu estou falando.

Sofrimento puro. Nada mais, nada menos.

Sem falar dos gastos que temos com esse esporte que, infelizmente, é considerado caro.

O mais curioso, contudo, é que, independentemente de tudo isso, sempre voltamos e fazemos tudo de novo. 

Não sei explicar ao certo, mas a sensação que nos acomete após uma longa pedalada é incrível. Praticamente uma injeção de endorfina direto na veia.

Por mais paradoxal que seja: quanto maior o esforço, maior a satisfação.   

Sei que talvez esteja soando um tanto exagerado, mas se eu pudesse pegar essa "sensação pós-pedalada" e colocar dentro da cabeça de outras pessoas, tenho certeza que teriam mais praticantes desse esporte por aí. 

Satisfação garantida.

Enfim, apenas gostaria de compartilhar o meu amor por esse esporte tão incrível.

Abaixo, seguem algumas fotos que tirei  ao longo desse último ano.






sexta-feira, 29 de abril de 2016

Aquela dos olhos negros

Foto: http://rockntech.com.br
Já fazia algum tempo que Maurício estava encantado por Renata, uma de suas colegas de estágio que detinha um belo par de olhos negros.

Todos na empresa, invariavelmente, já haviam percebido que Maurício estava literalmente de quatro por sua colega, inclusive a própria Renata.

Renata, aliás, parecia estar gostando de exercer esse papel de mulher venerada. 

Os colegas de trabalho de Maurício, por outro lado, alertavam-no a todo instante acerca do perigo que estava correndo ao tentar se envolver com a bela e, aparentemente, recatada Renata.

Insistiam na tese de que Maurício iria sair com o coração dilacerado desse relacionamento que sequer havia iniciado.

Tanto que a frase que mais se ouvia na empresa era "aquela dos olhos negros vai machucar seu coração".

Maurício, por sua vez, dava de ombros aos avisos dos colegas; mesmo porque, estava aficionado por aquela mulher e faria de tudo para tê-la em seus braços antes que acabasse seu estágio, cujo fim se aproximava a passos largos.

Assim, resolveu intensificar os ataques. Era tudo ou nada.

De repente, então, qualquer coisa era motivo para Maurício puxar uma conversa, encostar a mão no ombro de sua colega, buscar uma xícara de café, dentre outros tantos atos (friamente calculados) praticados na tentativa de conquistá-la.

E nem mesmo os mais pessimistas dos colegas, que diziam que Renata era mulher demais para ele, conseguiram demovê-lo da ousada ideia.

À medida que o tempo passava, contudo, Maurício ia ficando cada vez mais sôfrego. Afinal, por mais esforços que envidasse, não conseguia sair do zero a zero.

A questão é que Renata dava corda ao seu colega - até demais -, mas acabava sempre recuando no momento final, o que ia minando as intenções de Maurício pouco a pouco.  

Até que chegou o fim de seu estágio e, com ele, o dia em que Maurício, não aguentando mais o "chove não molha", abriu seu coração aos colegas mais próximos.

Falou, em apertada síntese, num misto bizarro de agonia e felicidade, que Renata estava lhe consumindo como nenhuma outra.

Um de seus colegas, então, colocou a mão sobre seu ombro e, de uma forma nada reconfortante, perguntou:

- Nós avisamos que aquela dos olhos negros iria machucar seu coração, não avisamos?

- Avisaram... - respondeu Maurício, um tanto triste, um outro tanto conformado. 

E completou: - Pior que avisaram... 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Você não faz ideia...

Eduardo sabia que estava em apuros. Contudo, isso não o impedia de prosseguir; afinal, a iminência do desastre era justamente o que o motivava.

O desastre, no caso, tinha um nome. Para ser mais exato, um nome composto: Maria Ângela.

Maria, que de anjo não tinha nada, era a antítese de seu correspondente bíblico. 

Praticamente, um pecado com pernas, cujas formas eram belas o bastante para atormentar quase que a totalidade das pessoas que trabalhavam na vigilância sanitária de um município do oeste do Estado.

Eduardo, por outro lado, era o típico homem médio: Nem belo, nem feio; Nem gordo, nem magro; Nem rico, nem pobre.

Em suma, médio como um homem médio deve ser.

Tão mediano que ninguém sabia como era casado, muito embora sua esposa pudesse ser definida como o paradigma da feiura. 

E, por algum motivo em especial, Maria Ângela se encantou por Eduardo, o que despertou a curiosidade de todos seus colegas.

Essa curiosidade se dava em parte por Maria jamais ter se interessado por um colega, em parte porque o alvo era o insosso Eduardo.

O que a bela Maria Ângela havia visto nele, afinal?

Até mesmo as demais colegas de Eduardo, que sequer conversavam muito com ele antes do repentino interesse de Maria, acabaram se revelando curiosas. 

Da noite para o dia, concluíram que havia algo de especial naquele homem, só faltava descobrir o quê. 

Antes que isso acontecesse, contudo, Maria Ângela - munida de toda sua exuberância - foi ao ataque. 

Nem mesmo uma leoa na savana faria frente à obcecada Maria Ângela. 

Para encurtar a história, Maria agarrou Eduardo num happy hour na frente de todos os colegas, não poupando nem mesmo a chefia que, extraordinariamente, fazia-se presente naquela noite.

O fato, como não podia ser diferente, causou furor. De um jeito ou de outro, mexeu praticamente com todos que ali estavam.

O mais afetado, porém, foi o próprio Eduardo.

A verdade é que Eduardo ficou burro apaixonado, mas tão burro, que acabou perdendo o bom senso. Junto com ele, a esposa, o emprego e quase todo o resto.

Só não perdeu Maria Ângela que, até os dias de hoje, se refestela com ele após incessantes noites de amor.

E quando um ex-colega o encontra na rua e pergunta se valeu a pena mudar toda sua vida por causa de uma única mulher, Eduardo sempre responde exatamente a mesma coisa:

- Você não faz ideia, meu amigo! Você não faz ideia...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Com a boca "ferrada"!

Imagem: www.bichospetshop.com.br
Faz alguns meses que tive a infeliz ideia de colocar aparelho ortodôntico (fixo).

Então, após alguns exames de praxe, acabei colocando o bendito no início desta semana.

Hoje, passados três dias, resumo a experiência em uma única frase:

Sorte que arrependimento não mata. Do contrário, este texto estaria sendo psicografado.

Bicho, essa ferragem toda na boca é ruim demais! 

Tanto que a impressão que tenho é que foi instalada uma antena parabólica dentro da minha boca. 

Estranho pacas. Nem mais, nem menos.

Não bastasse isso, no momento, sequer consigo morder um pedaço de pão sem sentir dor, quiçá coisas crocantes como uma simples e inofensiva bolacha.

Mas tem coisa pior: tudo que você come - absolutamente tudo - fica grudado no aparelho, o que torna sua higiene bucal um verdadeiro tormento.

Só de olhar uma comida específica já fico cansado de pensar no tempo que vou levar para limpar os dentes depois...

Se eu não fosse tão branco, cogitaria me alimentar do sol daqui por diante.

Sério, gurizada fandangueira, a "boca não é boa" (literalmente)!

Brincadeiras e exageros à parte, espero que tais sensações melhorem com o passar do tempo, como todos que já usaram aparelho sugerem.

Na verdade, tenho certeza disso. 

E, quem sabe, terei uma aparência melhor no final do tratamento, se é que isso é mesmo possível.

Afinal, a ideia é essa.

Oremos.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Envelhecendo aos 46 do segundo tempo!


Imagem: http://3.bp.blogspot.com/

Julho chegou e, com ele, a iminência de mais um aniversário.

A iminência porque ele se dá praticamente no apagar das luzes do mês: no emblemático dia 30 (confesso que o "emblemático" foi por minha conta).

É como envelhecer aos 46 minutos do segundo tempo. 

Invariavelmente, sempre tenho a impressão de que o mês de agosto chegará antes de envelhecer mais um ano de vida.

Este ano, completarei 32 anos. 

T - R - I - N - T - A - E - D - O - I -S!

Pergunto: Assusta um pouco?

Respondo: Sim, assusta!

Mas me conforta o fato de que, se estou envelhecendo, é porque estou vivo. E estar vivo costuma ser sempre bom.

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Querendo ou não, "fazer aniversário" o torna propenso a conjecturas. 

No mínimo, faz você repensar seus últimos atos, o caminho que você optou seguir, etc. É mais ou menos como um último dia do ano, só que fora de época.

Percebi que até mesmo as tolas e vagas previsões da astrologia parecem fazer sentido nessa época do ano; Afinal, é sempre mais fácil atribuir eventual insucesso ao seu suposto "inferno astral".

Particularmente, gosto dessas sensações inerentes ao "pré-aniversário", pois sempre tenho a impressão de que algo grandioso está prestes a acontecer.

Às vezes, algo grandioso acontece. Às vezes, não.

Enfim, o fato é que estou envelhecendo. E não há nada a fazer a esse respeito.

Nada!

Então, segue o jogo!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Apenas conjecturas

Hoje o dia está um tanto estranho.

Acredito que seja pelo fato de ter voltado de férias em plena quinta-feira. 

Um verdadeiro disparate.

Segunda com cara de quinta. Ou será quinta com cara de segunda?

Questão de ponto de vista.

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Dia desses, vi uma propaganda bem interessante.

O personagem da propaganda disse:

"Todo dia me levanto e vejo no espelho o cara que vai resolver todos os meus problemas".

Simples e clichê, porém genial.

Isso é o que a maioria das pessoas não percebe

Afinal, quem vai resolver seus problemas senão você mesmo?

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E essa onda absurda de calor que anda castigando o país sem qualquer dó?

"...Eu não sei o que o meu corpo abriga nestas noites quentes de verão..."

Se a temperatura aumentar, sei não.

Talvez esse seja o preço por termos nos apropriado do mundo munidos de motosserras.

E se você acha que não contribui/contribuiu nem um pouco com o desmatamento, está muito enganado.

Lembre-se: no local onde você mora atualmente já existiu uma árvore num passado nem tão distante. 

Ou mais.

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Já falei que sou um desastre quando o assunto é dormir?

Então... 

Todo dia é a mesma coisa. Mesmo estando cansado e com sono, deito e nada.

Invariavelmente, costumo levar mais de hora para pegar no sono.

Rolo para um lado, depois para o outro, e assim sucessivamente. Até que, 237 roladas depois, acabo adormecendo.

Confesso que isso enche o saco às vezes

Seria bem legal deitar e dormir direto, sem quaisquer conexões,  para variar um pouco.

E esse calor absurdo não contribui em nada com minha droga de sono. 

Faz parte.

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Boa noite (BONNER, Willian, 2014).

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O princípio das férias

Fotolugardeamar.blogspot.com

O princípio das férias, via de regra, costuma ser deveras estranho.

Isso porque, após trabalharmos num ritmo frenético durante meses, tudo acaba de inopino.

E seu corpo, até então tomado por aquela adrenalina inerente aos últimos dias de trabalho, parece não entender direito o que está acontecendo.

É como se alguma coisa estivesse errada.

Tanto que quase chegamos a sentir um pouco de culpa por conta da inércia que nos consome.

"Como assim não preciso trabalhar várias horas?" - perguntará o hemisfério direito do seu cérebro.

E, quando você se der conta, estará sentado no sofá sem saber o que fazer. 

No mínimo, sem saber o que pensar a respeito da calmaria que ganha terreno em sua vida até então abarrotada de tarefas.

Claro que tudo isso passa no momento em que você percebe que pode beber uma cerveja às 14 horas de uma segunda-feira qualquer sem remorso algum.

O problema é que, até chegar nesse estágio, você acaba perdendo algumas preciosas horas de adaptação. 

Os mais radicais costumam dizer, aliás, que quando finalmente nos adaptamos ao ritmo das férias, é porque elas (infelizmente) estão acabando.

Resta, pois, torcer para que as férias passem beeeeeeem devagar. 

Tão devagar quanto uma terça-feira chuvosa... 

Enfim, que venham as férias!

sábado, 23 de novembro de 2013

Sábado na ponta do lápis

Acordei com vontade de escrever. E com azia.

O segundo fato atribuo à absurda quantidade de peixe frito que comi ontem à noite. Exageros desmedidos costumam causar algum tipo de estrago.

Acordei, também, por mais estranho que isto pareça, com uma ideia para um talk show.

Pensei em escrever sobre o assunto, mas acho que seria demasiadamente chato, em especial para as três ou quatro pessoas que estiverem lendo este texto (risos).

De qualquer forma, acho que seria um sucesso (o talk show). Ou não, como diria Caetano.

Hoje pela manhã, uma olhadela no calendário me lembrou de algo importante: faltam poucos dias para as minhas tão aguardadas férias.

São essas coisas que nos fazem desejar que os dias passem mais rápido. E, ironicamente, é por isso que não conseguimos acompanhar a vida a contento.

De repente, bateu uma vontade de ter um cachorro. Mas acho que vou acabar me contentando com um cachorro-quente mesmo.

Sempre tenho em mente que devemos ter cuidado com aquilo que desejamos. Afinal, nem sempre o que queremos é melhor do que aquilo que a vida nos reservou. Pelo menos é o que eu acho.
 
Estou um pouco ansioso esta semana. Tudo porque comprei um smartphone novo e ele só vai chegar semana que vem. Sei que é um tanto idiota da minha parte, mas fazer o quê?
 
Pausa para um café. A propósito, já disse que sou viciado em café?
 
Fui ao supermercado alguns minutos atrás e fiquei admirado com um cidadão que levou cinco caixas da cerveja Bavária para casa.
 
Quem, em sã consciência, levaria cinco caixas de Bavária para casa?
 
É aquela velha história: qualidade x quantidade. Particularmente, prefiro qualidade.
 
E convenhamos que esse não deve ser o caso do nosso amigo da Bavária.
 
Outra coisa que notei é que sou péssimo em reconhecer pessoas na rua. Tanto que, vez ou outra, sou cumprimentado por pessoas que achava que não conhecia. 
 
Muitas pessoas devem sofrer desse mesmo mal. Pelo menos, assim espero
 
Finalmente, a noite de sábado vai ganhando o horizonte.
 
E noites de sábado são tão legais, mas tão legais, que até mesmo as noites de sábado gostam das noites de sábado.
 
Enfim...
 
Vou aproveitar que preciso de mais um café e encerrar por aqui.

Até um próximo texto. Talvez, até logo mais.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A fatídica noite de sexta!

Foto: www.ocponline.com.br

Sexta à noite, eu e minha esposa passamos por uma situação daquelas...

A história começa com uma viagem à praia de Balneário Esplanada e suas famosas estradas esburacadas.

Como de costume, a viagem transcorria muito bem. 

E tudo aconteceu quando estava quase chegando no centro de Esplanada. 

Na verdade, eu estava tão perto que já podia sentir o cheiro do mar, o gosto das cervejas geladas que me esperavam, enfim, os prazeres programados para o fim de semana.
Até que, quando me deparei com uma bifurcação malévola, deliberadamente, optei pela direção errada.

Digo deliberadamente porque o caminho que escolhi tinha uma placa amarela contendo a seguinte frase:

TRÂNSITO INTERROMPIDO!

Cara, logo eu que sempre procuro o caminho mais seguro/ortodoxo possível, sei lá por que cargas d'água, ignorei a placa e resolvi me arriscar seguindo em frente.

Sou um idiota! Ou melhor, Um Senhor idiota! 

O caminho que escolhi, inicialmente, tinha uma passagem bem transitável. Dava para ver que a estrada estava sendo reformada e coisa e tal, mas, como eu disse, havia uma passagem.

E, levado a erro por marcas recentes de pneus, fui seguindo em frente mesmo percebendo que a quantidade de areia começava a tomar proporções astronômicas sob o assoalho do carro.

Quando me dei conta, o carro estava atolado. E quando eu digo atolado, quero dizer "atolado pra c@ralho!"

Tanto que, quando desci do carro, fiquei abismado com a cena. Em resumo, parecia que eu tinha tentado atravessar uma duna de areia com um Sandero.

Surreal, meus amigos. Surreal.

Não bastasse tudo isso, o local é totalmente deserto. Um fim de mundo sem fim, por assim dizer.

Então, depois de discutirmos alguns minutos sobre o tamanho da nossa burrice, eu e minha esposa fizemos o óbvio: pegamos o celular e tentamos pedir ajuda.

E, após uma ligação, os créditos acabaram. Legal, né? 

Até que meu concunhado apareceu para ajudar-nos.

As tentativas de desatolar o carro empurrando-o, obviamente, foram um fracasso. Francamente, foi até inocente da nossa parte tentar empurrá-lo.

Deveria ter batido uma foto para ilustrar este texto, porquanto somente assim vocês teriam uma noção aproximada da minha mancada.

Enfim, passados alguns minutos, uma Senhora que residia ali perto nos disse que havia um vizinho que tinha um trator e que, naquela semana, já havia ajudado outros idiotas que, assim como eu, haviam conseguido a façanha de ignorar a placa e atolar o carro na mesma estrada.

E o "tiozinho" do trator nos salvou, em que pese ter cobrado R$ 50,00 por cerca de 10 minutos de atuação.

Ótima forma de começar o fim de semana, certo? Só que não.

O que me conforta é o fato de que poderia ter sido bem pior. 

Tudo não passou, verdade seja dita, de um contratempo e de uma história para contar.

De qualquer forma, por via das dúvidas, futuramente, evitarei os caminhos arriscados, notadamente aqueles precedidos de uma placa amarela dizendo "trânsito interrompido".

Definitivamente, a vida é mesmo um eterno aprendizado.

domingo, 22 de setembro de 2013

Escrevendo por escrever

Há quem goste de cantar, de falar outros idiomas, de tocar um instrumento com maestria, etc.

Eu escrevo. 

Bem ou mal, é isso que eu faço. É isso que eu gosto de fazer.

Não que eu não me arrisque em outras searas, como arranhar um violão ou correr alguns quilômetros, mas nada que se compare ao gosto pela escrita.

Não sei o motivo ao certo, mas sinto prazer de sentar junto ao computador e começar a escrever um texto. De observá-lo ganhando forma aos poucos.

Naturalmente, nem sempre estou inspirado; Conforta-me o fato de que só uma máquina é capaz operar o tempo todo a 100%.

Discurso conformista? Depende.

De todo modo, penso que a falta de inspiração faz parte do ofício. Trato-a como uma espécie de provação necessária àqueles que gostam do mister.

Pode parecer simples escrever um texto com começo, meio e fim. Até porque isso é algo que aprendemos ainda no 1º grau.

Só parece.

A verdade é que as pessoas, de um modo geral, têm uma dificuldade imensa quando o assunto é escrever.

Mas, para que aprender a escrever direito se (quase) ninguém percebe que você está escrevendo errado?

Questão de princípios, talvez.

"this is the end, my only friend, the end..."

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

31 anos depois...


31 anos parece muito tempo, mas não é.

São apenas 31 verões, 31 campeonatos brasileiros, 31 bolos de aniversário, etc.

Pouco, certo?

Talvez eu seja novo, talvez velho. No fim das contas, tudo não passa de uma questão de ponto de vista.

Particularmente, mesmo tendo 31 anos há apenas 31 dias, sinto-me muito bem com o avançar de mais um ano.

Definitivamente, melhor do que quando fiz 30. E antes que alguém me questione a respeito, a crise dos 30 existe sim. 

Mas voltando aos 31, ao menos por ora, não tenho do que me queixar.

Isso porque, nesta fase da vida, as coisas não costumam ser tão conturbadas quanto nos vinte e poucos anos.

Aos 31, naturalmente, já deixamos para trás aquela pressa inerente à juventude. Aquela fase nem tão saudável assim em que buscamos nossa independência financeira.

31 anos, no mínimo, é uma idade mais tranquila.


Mas não deixa de ser, também, uma idade estranha. Uma espécie de limbo que separa a juventude dos 20 e a famosa maturidade dos 40.


Se eu gosto dos 31?


Claro que sim. Contudo, sou um tanto suspeito para falar disso. Afinal, estou gostando da vida cada vez mais à medida que o tempo vai passando.


Espero, pois, que as coisas continuem assim.


E que venham mais bolos, mais campeonatos brasileiros, mais primaveras...