sábado, 24 de maio de 2008

Poesia para meu amor


Foto: http://www.img.lx.it.pt/~plc/PDI_MSIG/ficheiros/rosa.jpg


Sem você, tudo fica sem graça
Aliás, apenas você faz meu mundo ter graça

Embora a vida nem sempre seja tão bela
Você me faz vê-la com o melhor olhar possível
Olhar daqueles que amam
Daqueles que sabem o que é viver...

Eu amo
Mas o que eu amo é viver ao seu lado
Ao lado do amor
Ao seu lado, meu amor

Preciso de você sempre
compartilhando os sentimentos
Porém apenas na alegria e no amor
pois nosso amor não tem dor

Quando estou com você
Não há coisas feias e belas
Tão-somente as belas

Chuva, com você, só se for para comer bolinhos
Você é sol, calor e luz
Você, mais do que tudo, me traduz
Você é o meu dicionário
O meu significado

Já fui, sou e sempre serei feliz
Como já disse, sou daqueles que amam
Mas o que eu amo é viver ao se lado
ao lado do amor
ao seu lado, meu amor


terça-feira, 20 de maio de 2008

Do que você tem medo?


Foto: educar.wordpress.com/2006/10/page/3/

Já perceberam como todos têm algum medo? Medo de bichos, de pessoas, de amar, de viver, de andar de bicicleta, medo de qualquer coisa. Não importa a categoria nem o tamanho, todos têm algum medo.

Acredito que deva haver algum motivo para a existência desse sentimento. Nada existe por acaso, e o medo não pode ser diferente. Momentaneamente, meu maior medo é não conseguir terminar de escrever este texto sem repetir a palavra "medo" mais de 264.325 vezes...

É claro que nem sempre conseguimos vencer todos os desafios que a vida nos impõe, seja por não estarmos totalmente preparados ou por não termos em mãos um bom dicionário de sinônimos, mas isso é outra história.

Exemplificando. Quem não sente um arrepio só de pensar em ir ao dentista? Ainda que seja um sentimento capaz de atingir a todas as pessoas, indistintamente, cada indivíduo potencializa seu medo de forma diferente, não é mesmo Dra. Pricila?

Nesse passo, um indivíduo que morre de medo de dentista, ao pensar em um, já imagina um profissional mal intencionado, com uma certa tendência ao sadismo. Dirige-se ao dentista como se estivesse atravessando o corredor da morte, como se estivesse repousando sua cabeça sob a lâmina de uma afiada guilhotina, o que me parece um tanto quanto razoável.

Exageros à parte, esse não é o grande problema. O problema maior se dá quando o indivíduo deixa de enfrentar seus temores, a ponto de deixar seus dentes à mercê da sorte, in casu, das cáries. Cumpre lembrar que, em que pese ser um exemplo fútil, ilustra bem os danos que esse sentimento é capaz de nos proporcionar.

Você já se imaginou sem medos? Certa vez, li em algum lugar (ou assisti em um filme, agora não me recordo) que uma pessoa corajosa não é aquela em que o medo se faz ausente, mas assim aquela que o enfrenta; aquela que luta contra seus medos com toda sua força, independentemente do resultado final.

Puxa, seria ótimo não ter medo de nada. Mas, se pensarmos bem, ele existe como um certo moderador, ou melhor, como um certo mecanismo de defesa, às vezes, pertinente, às vezes, não.

Em tese, é bem simples: basta perguntar a si mesmo quantas vezes você já se safou de alguma situação constrangedora apenas por ter medo de algo. Porém (sempre existe um porém), a recíproca é verdadeira, já que diversas vezes acabamos por nos prejudicar em virtude de um temor qualquer.

A conclusão mais apropriada, portanto, é que, embora o medo seja chato, às vezes se faz necessário. Ora, todos devemos aceitar nossos medos, contudo não podemos permitir que eles tomem conta de nossas vidas.

Em um discurso utópico e literário, seria fácil aconselhá-los a baterem de frente com seus maiores temores. No entanto, de volta a vida real, nada resta dizer senão que devemos respeitar nossos medos, dando-lhes a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, os desafiaremos em uma batalha sem volta - o que nos beneficiará, ou não.

O que não se pode, isto sim, é "ter medo de ter medo"!

Mas afinal, do que você tem medo?