terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aprendendo a andar de moto ------- Parte II


Foto: campinas.olx.com.br

Aprender a andar de moto é algo progressivo. 

Em outras palavras, não é algo que se aprende de uma hora para outra, eis que leva um certo tempo para aprender os detalhes, tal qual aprender a andar de carro.

Pois bem.

Dizem que quando você compra uma moto usada, a primeira providência a tomar é trocar o óleo. 

Sábado, então, - exatamente uma semana após comprar a moto - fui até a oficina trocar o óleo.

No caminho, tudo transcorreu bem. À exceção dos costumeiros excessos no acelerador, já me mostrava quase um motoqueiro normal.

 Somente quando cheguei à oficina é que lembrei da minha condição de aprendiz.

Ao fundo da loja, várias motos estavam estacionadas num pequeno espaço. Num pequeno espaço mesmo.

A pedido do mecânico, coloquei a moto dentro da loja. Em seguida, fiquei esperando pelo serviço. 

Nesse meio tempo, no entanto, um dos caras que também esperava por uma troca de óleo em sua moto resolveu sair do recinto.

A sua moto, que era grande o bastante, estava bem no fundo da loja. O suficiente para que eu pensasse: 

"Quero ver ele tirar essa moto daí..."

O cidadão, porém, em três ou quatro movimentos, conseguiu desviar dos obstáculos e retirar a moto com, digamos, certa maestria.

Como minha moto era a primeira da fila (leia-se a mais fácil de retirar da loja) tive a certeza que iria passar vergonha assim que o mecânico acabasse o serviço.

- Está pronta - disse o mecânico, enfim, após alguns minutos.

O que se viu em seguida foi algo meio cômico. Sem exagero, acho que fiz umas 17 manobras para conseguir virar a moto.

Os consumidores que ali estavam devem ter pensado que eu era um verdadeiro maneta.

Em minha defesa, lembro que há uma semana eu tinha uma biz, cujo peso e altura eram bem menores...

Comecei a refletir sobre o episódio e cheguei à inevitável conclusão de que é bobagem me envergonhar, até porque ainda estou em fase de aprendizado.

Não sei o porque, mas nós seres humanos temos essa tola mania de achar que o mundo gira ao nosso redor. Afinal, quem se importa com o fato de eu saber manobrar com precisão uma moto senão eu mesmo?

Na vida, cada um olha para sua moto. Para sua manobra. Para o seu próprio umbigo.

Às vezes, parece que precisamos passar vergonha para aprendermos certas coisas... 

Simples assim.


Um comentário:

Bárbara Bencke disse...

Poxa! Eu estou fazendo as aulas de pilotagem e me sinto exatamente assim. Todos diziam que era muito simples andar de moto e que difícil mesmo será o carro, então fui com certa confiança para as primeiras aulas, mas agora estou na metade e o professor disse que não estou indo bem. Me sinto tão patética! Tão ridícula! Tão limitada! Mas como você disse, quem liga? O aprendizado real virá com a prática.