segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Reflexões sobre a morte...


Foto: pensamentosdiretos.blogspot.com


Vez ou outra me pego pensando acerca da fragilidade do ser humano. Fragilidade no sentido mortal da coisa, para ser mais exato.

É como dizem, para morrer basta estar vivo...

Acredito que temos uma hora marcada com a morte. Hora e dia agendados desde o nosso nascimento. Ou da concepção, dependendo da religião que você escolheu (boa essa, não?)

Do contrário, as mortes de algumas pessoas não seriam tão irônicas.

Com certeza você já ouviu falar de alguém que, mesmo se alimentando de forma exemplar, praticando exercício físico regularmente e seguindo um verdadeiro manual da longevidade, sucumbiu à morte após ingerir um simples iogurte estragado.

Um minutinho de desatenção no trânsito, por exemplo, é suficiente para que percamos nosso bem mais precioso, e nem mesmo a Constituição Federal será capaz de ajudá-lo nessas condições.

Vejamos o caso do antigo vice-presidente, o Sr. José Alencar. O cara, que é praticamente um highlander moderno (um  verdadeiro símbolo da força de vontade), já sobreviveu a mais ou menos umas 17.000 cirurgias. Seria muito injusto se, por uma bobeira, escorregasse no banheiro e ascendesse aos céus.

Dito isso, pergunto-lhes: será que viveríamos de forma diferente se soubéssemos o dia e a hora exatos da nossa morte?

Acredito que sim. Vou explicar o porquê.

Embora assustador, tal conhecimento seria determinante para vivermos com mais intensidade.

Muitas pessoas, aliás, devem esquecer-se que perdemos um dia de vida após o outro. Um dia que nunca mais voltará.

Ainda que eu não acredite piamente nisto, já li que o homem é o único animal  que entende a condição morte. É uma pena que não nos valemos disso para aproveitarmos mais a vida.

O ser humano é um desperdiçador por natureza. Um parasita que consome tudo a sua volta e depois parte em busca de mais.

Sob essa ótica, a morte surpresa já não se mostra tão injusta, mas um contrapeso ao nosso jeito arrogante de viver.

A função social da morte é lembrar-nos da nossa finitude. Lembrar-nos de que somos todos iguais.

Rico, pobre, forte, fraco, bonito, feio, não interessa. Cedo ou tarde ela virá atrás de você com uma foice nas mãos... 

Quem não gosta de uma surpresinha de vez em quando?

6 comentários:

Mariana_Lm disse...

É incrível como a morte faz a gente refletir tanto sobre a vida, ou pelo menos deveríamos refletir.
Fico com as palavras do Nando Reis: "(..)que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem um irrelevância.."

Abraço!

Marangoni disse...

Para Schopenhauer a morte era como antes do nascimento. Alguém consegue se lembrar o que era antes do nascimento? Então como quer ter contato com algo depois da morte. É apenas um sono sem sonho. Ainda o pessimista dizia “quando somos a morte não é, e quando a morte é, não somos mais.” Para Sartre a morte era apenas um absurdo! Não compartilho tanto assim das idéias de Schopenhauer, apesar de fazerem sentido. Também não sei até que ponto concordo ou não com Sartre. Quase sempre quando penso a respeito, acabo pensando mesmo que a morte acaba com o sentido da vida...

Mel disse...

Tem o outro lado da moeda: os pobres de espírito sabendo o dia da morte poderiam fazer mais m^&%$# do que já fazem, pois estariam "salvos" pela morte.

Fá disse...

Só sei que quando morre a gente vai pro saco, pois os vermes também tem direito de jantar.

Rodolfo Pomini disse...

hahahahaha, gostei do comentário da Fá ai de cima!

E eu só ligo pra morte se ela vier antes do meu sucesso com os livros. (rs)
Aí eu mato ela também! (rs)

Anônimo disse...

A vida e feita para ser devorrrrrraaaaaddddaaaaaa......
Não se culpe pelo que fez.
Claro desde que nao faça mal a ninguem.
Morte, rsrsrs me lembrei do livro a menina que roubava livros.
a morte parece ate ser simpatica e cansada de sua função.

ja leu ?

beijos

evelyn
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