sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Energia, lendas e futuro


Foto: higicenter.com.br


Faltou luz hoje na cidade onde eu moro. A bela e preservada Lauro Muller, no interior de Santa Catarina.

Nesse meio tempo em que fiquei semi-desligado das tecnologias existentes, pensei em escrever sobre a eletricidade. Sim, sobre a boa e velha eletricidade.

Fiquei imaginando como deveriam ser as coisas na época em que não existiam televisões, internet, geladeiras, e toda essa parafernália que nos ajuda e muito nos dias de hoje.

Embora as dificuldade fossem inúmeras, aposto que essa época também tinha o seu charme.

Ao entardecer, muitas famílias reuniam-se em volta de uma fogueira ou do fogão à lenha e contavam lendas e causos. Histórias estas, aliás, que permeiam até hoje o imaginário de muita gente.

Remonta a uma época romântica, mais ingênua... Mais cúmplice.

Você consegue imaginar alguém com medo de vampiro hoje em dia? Claro que não... Se duvidar, existem várias mulheres que dariam um rim para encontrar um desses chupadores de sangue que infestam as séries e livros desta era moderna.

O mesmo ocorre com o Saci Pererê... Diziam os antigos que os cavalos amanheciam com tranças... Existe algo mais ingênuo do que isso para assustar uma criança?

Lendas bobas, é verdade, mas muito enriquecedoras. No meu tempo, aprendíamos lições com elas. Tinham seu propósito no mundo.

Com a energia, vieram os computadores. E com eles, a internet.

Pode-se dizer, então, que a internet acabou com a ingenuidade? Claro que sim. Afinal, o google na mão de uma criança desconfiada só pode resultar em tragédia... Do contrário, os pais não temeriam a seguinte pesquisa: "papai+noel+existe?"

Enfim, quero dizer que não devemos vivenciar a modernidade em sua plenitude e esquecermos do que passou.

Querendo ou não, você é um reflexo da educação recebida na infância/adolescência. Logo, seus pais acabaram lhe passando um pouco dessa "falta de energia"...

Como será que nossos filhos reagirão à criação moderna?

Será que o fato de termos sempre vivido em meio à eletricidade, rodeados de computadores e outras tecnologias sequer imaginadas há pouco tempo fará alguma diferença no futuro dessas crianças?

É óbvio que não sei a resposta. Mas acho que nunca é demais pensar a respeito.

Conjecturar é sempre bom... Certo?

Um comentário:

Igan Hoffman (fazendo o impossível) disse...

Eu gostaria de voltar a esse tempo, acho que me dedicaria mais ao mister de escrever. Imagina só que tesão escrever à luz de velas, hoje se tu tentas isso fica parecendo idiota!
Abraço meu querido
http://diariodeigan-h.blogspot.com