domingo, 20 de março de 2011

A (in) fidelidade de Jason...

Jason era um infiel. Mais um neste mundo repleto de pseudo-monogâmicos.

Morava com clara - sua namorada - na zona sul da limpa e organizada cidade de Curitiba.

Naquele tempo, Jason tinha duas grandes paixões na vida: Mulheres e pizza.

Mas não era qualquer pizza que o satisfazia, tinha que ser a pizza da Clara. A receita que esta havia aprendido com sua avó era um estouro de tão boa. 

No quesito mulheres, julgava-se um "matador", assim como o personagem do filme sexta-feira 13. 

Costumava se gabar para os amigos dizendo que era muito bom nesse lance de traição.

Já fazia algum tempo que se envolvia clandestinamente com outras garotas. Casos ligeiramente passageiros.

Quarta à noite, enquanto aguardava a pizza de cinco queijos tão sonhada, ouviu sua namorada gritar da cozinha:

- J-A-S-O-N!

Clara havia dado um grito quase rouco. Foi o suficiente para que sentisse seu coração palpitar.

Verdade que estava acostumado a preocupar-se com os chamados de sua namorada, porquanto "ser preocupado" é uma característica bastante razoável para alguém acostumado a trair.

Ainda no corredor que dava acesso à cozinha, sentiu que havia algo errado no ar. Percebeu-se tenso. 

- Será que ela descobriu meu caso com a Rafa? - indagou-se em pensamento. 

Ficou realmente preocupado com as possibilidades nada favoráveis. Afinal, esta era a quarta amante que tinha naquele ano. Mais uma para sua coleção de casos proibidos.

Então, pôs-se a pensar em uma desculpa capaz de justificar sua infidelidade. Sabia que precisava caprichar, sob pena de ser despejado do próprio apartamento.

Enfim, com cara de cachorro que caiu da mudança, entrou na cozinha visivelmente nervoso.

Clara começou a falar:

- Jason... Eu... 

- Não precisa dizer nada, Clara - interrompeu-lhe o namorado. - Sei que tudo isso deve ser muito humilhante para você... 

A namorada não havia entendido aonde Jason queria chegar. Na dúvida, calou-se.

- Perdoe-me, por favor! Ela não significa nada para mim. Absolutamente nada!

- Como assim? - perguntou Clara.

- Você é a mulher que amo. Apenas você significa algo de verdade... Entende o que estou querendo dizer?

Clara enrubesceu como um foguete soviético. Sua raiva era tamanha que chegou a cogitar a hipótese de dar uma facada em seu namorado. Matar um cara chamado Jason com uma facada era no mínimo irônico.

Então, após alguns segundos de silêncio, gritou a plenos pulmões:

- EU LHE CHAMEI AQUI APENAS PARA CORTAR O QUEIJO, SEU IDIOTA! QUAL É O SEU PROBLEMA?

- Você não sabia do meu caso com a Rafa?

- Claro que não, imbecil! Precisava ter me contado? Agora vou terminar com você... Pegue suas coisas e suma desta casa o mais rápido possível, antes que eu faça uma besteira...

- Então não vai mais ter pizza? - tornou a perguntar o namorado.

Enfurecida com o último questionamento de Jason, Clara o expulsou de casa com a faca em punhos. Não pretendia mais vê-lo em sua frente enquanto fosse viva.

No decorrer das semanas, no entanto, os ânimos arrefeceram um bocado. E de tanto insistir, Jason conseguiu voltar para o lar. De joelhos perante a bíblia, jurou para Clara que jamais lhe trairia novamente. Jamais!

Jason julgava possível viver na fidelidade. Afinal, alguns dos seus amigos viviam assim há bastante tempo. Haveria de dar certo... 

Mas sem a pizza da Clara, sabia que seria difícil! Quase impossível...

Um comentário:

Igan Hoffman (fazendo o impossível) disse...

Já ouviu aquela do Senado? Vazou a informação de que havia um gasto com cartão corporativo em um motel... o bafafá começou, todo mundo com rabo preso, com medo de ser descoberto. Quando fizeram a apuração, o gasto foi para consertar o muro que o motorista de um Senador havia derrubado ao colidir com o carro quando se perdeu em uma curva.kkkkkk, isso que dá ter consciência suja...
Abraços
e acessem
http://iganhoffman.blogspot.com